sábado, 9 de novembro de 2013

Juvenal usa incômodo de Ceni com crítica de Kalil para cutucar opositor

Há menos de um mês, o ex-diretor jurídico e candidato à presidência do São Paulo pela oposição Kalil Rocha Abdalla falou, aos risos, que Rogério Ceni deveria se aposentar como batedor de pênaltis.
O dirigente ainda afirmou que o goleiro deveria executar as cobranças com chutes fortes, direcionados aos cantos superiores do gol, ou no meio. Segundo o presidente Juvenal Juvêncio, Ceni não gostou da crítica e fez até ironia.
“Kalil foi falar do pênalti, foi querer ensiná-lo a cobrar, ele [Rogério Ceni] não gostou”, falou Juvenal, antes de relatar a ironia do goleiro:

“Rogério confessou a mim que já aprendeu e que vai aplicar aquilo que o Kalil lhe ensinou”, acrescentou o presidente.

Juvenal sabe o peso que uma crítica do goleiro a qualquer um dos candidatos pode ter. O presidente diz que, apesar da ironia de Rogério, a crítica de Kalil – mesmo que bem humorada – o incomodou.

A troca de farpas entre situação e oposição do São Paulo aumenta à medida que a eleição presidencial se aproxima, em abril de 2014.

Na última terça-feira, Kalil Rocha Abdalla afirmou em evento para promover a chapa SPFC Forte que Juvenal Juvêncio convidara “grande grupo de conselheiros” para viajarem sem custos com a delegação para Medellín, na Colômbia, onde o time disputaria a decisão das quartas de final da Copa Sul-Americana. Para Kalil, tais convites serviriam como garantia de votos para Carlos Miguel Aidar, candidato de Juvenal Juvêncio.

A resposta dos situacionistas foi rápida. A diretoria publicou até nota no site do clube, revidando o ataque de Abdalla e afirmando que sete conselheiros – dos quais três vitalícios –acompanharam a delegação até a Colômbia, em voo fretado a partir de escala em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

O argumento é que o preço da viagem não aumentou com o convite aos conselheiros uma vez que o avião seria fretado, com preço fechado independentemente do número de passageiros. Juvenal Juvêncio, agora, também dá a resposta.

“Falou não sei o quê, que grande número de conselheiros viajaram… Primeiro, dê os nomes aqui. Eu não me escondo, nem nunca me escondi. Dê os nomes!”, disse o presidente, que citou os três conselheiros vitalícios:

“Os vitalícios que ele falou, o tal do “grande grupo”, foram e Milton Vieira, José Willy Giaconi e Sebastião Antunes Duarte. São esses três, do monte que ele fala”, completou o presidente.

Juvenal Juvêncio também afirmou que o voo só foi fretado a partir da escala na Bolívia, e não a partir de Guarulhos.

O presidente chamou os oposicionistas de “perdedores” e novamente ironizou.

“O que ele mente é que o voo saiu daqui fretado. Não é verdade!”, afirma Juvêncio. “Eu diria para os perdedores que se acalmem”, falou, em relação ao pleito que acontecerá em abril de 2014, entre Aidar e Abdalla.

Apoiado pelo ex-superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha, Kalil Rocha Abdalla já realizou três eventos de campanha abertos à imprensa.

Ex-diretor jurídico do São Paulo, o oposicionista tem o apoio dos ex-presidentes José Douglas Dallora, Fernando Casal de Rey, José Eduardo Mesquita Pimenta e Paulo Amaral. Outros nomes que faziam parte da gestão de Juvenal deixaram a diretoria para apoiar Kalil em 2014. São os casos do ex-vice-presidente administrativo Ricardo Haddad, do ex-diretor de planejamento Paulo Vasques e do ex-diretor de comunicação Dorival Decoussau, entre outros que ocupavam cargos menores.

As chapas de Aidar e Kalil disputaram o apoio dos 160 conselheiros vitalícios até abril. Duas semanas antes da eleição presidencial acontece a eleição de 80 novos conselheiros, não vitalícios, que terão poder de voto.
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